RedeGN - Vacinação contra HPV atinge meta estabelecida pelo Ministério da Saúde

Vacinação contra HPV atinge meta estabelecida pelo Ministério da Saúde

Dados do Ministério da Saúde informam que mais de 4,1 milhões de meninas já receberam a primeira dose da vacina contra o HPV (Papiloma Vírus Humano) durante a campanha nacional de mobilização realizada em menos de três meses – a campanha começou em 10 de março. O número corresponde a 83,5% do público-alvo, formado por 4,9 milhões de adolescentes de 11 a 13 anos. A meta do órgão era vacinar 80% deste grupo.

A deputada estadual Graça Pimenta (PMDB), profissional de saúde e vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa (AL), comemora os dados apresentados pelo MS, mas alerta os pais e responsáveis sobre a importância da segunda dose. “Fico contente em ver que os pais e responsáveis das meninas brasileiras de 11 a 13 anos participaram da campanha, estão conscientes da importância da vacinação. Fico mais feliz ainda em ver que, na Bahia, foram aplicadas 316.705 vacinas, o que equivale a uma cobertura de 83,45%. É muito importante vacinar nossas meninas contra este vírus, que pode causar o câncer de colo de útero. Agora é necessário que todos fiquem atentos ao período de vacinação da segunda dose, que ocorrerá a partir de setembro, para que a vacina surta efeito. Vale lembrar que ainda existe a terceira dose, de reforço, aplicada após cinco anos da primeira dose”, explica a parlamentar.

A vacina contra o HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. Vale lembrar que a vacinação continua nos postos de saúde de todo o país. Em 2015, serão vacinadas contra o HPV as adolescentes de 9 a 11 anos e, em 2016, vão começar a ser imunizadas as meninas que completam 9 anos. É preciso salientar ainda que, estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) dão conta de que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, e que, somente neste ano, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4.800 óbitos.