RedeGN - Agricultores e Agricultoras realizam o Grito da Terra Pernambuco

Agricultores e Agricultoras realizam o Grito da Terra Pernambuco

Nesta terça-feira (5), cerca de cinco mil trabalhadores e trabalhadoras rurais ocuparam as ruas do Recife  no 3º do Grito da Terra Pernambuco. Homens e mulheres do campo caminharam da Rua Gervásio Pires até o Palácio do Campo das Princesas para cobrar do Governo do Estado um posicionamento sobre a pauta com 157 reivindicações que foi entregue no dia 31 de maio. A mobilização é uma realização da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), com o apoio dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, Contag e CUT.

A negociação das reivindicações constantes no 3º Grito da Terra Pernambuco ocorreu durante três dias na semana passada, e só foi finalizada na tarde de hoje. Ao todo, 14 secretarias receberam uma delegação da Fetape para discutir os itens da pauta. Para garantir que todos os acordos firmados durante esse período de mobilização se concretizem, a Federação solicitou ao Governo que possa entregar, por escrito, as respostas para todos os itens da pauta.

Nas ruas, nesta terça, estiveram agricultores e agricultoras de todas as regiões do estado. Foram essas pessoas que contribuíram com a diretoria da FETAPE na construção da pauta entregue ao Governo, que traz  quatro grandes eixos: Combate à Pobreza e Desenvolvimento Rural; Combate à Desigualdade de Gênero e Geração; Sustentabilidade Social, Ambiental e Econômica e Qualidade de Vida no Campo. Todos os itens visam apontar as ações prioritárias para a interiorização do desenvolvimento do estado de Pernambuco.

Preocupada com as questões ambientais, uma comissão organizada pela Coordenação de Meio Ambiente da Fetape recolheu o lixo produzido pelos participantes e distribuiu, com os agricultores e agricultoras, mil mudas de diferentes espécies, estimulando o plantio para o reflorestamento de áreas desmatadas no interior. Esta ação visa sensibilizar os/as trabalhadores/as para o fato de que produzir para o consumo é importante, mas a preservação da natureza deve ser garantida.

Lucilene Santos Com informações da Fetape