RedeGN - Lula declara ser "totalmente contra" venda da Eletrobras

Lula declara ser "totalmente contra" venda da Eletrobras

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a declarar ser contra a privatização da Eletrobras nesta terça-feira (22/02). A desestatização da empresa já teve sua primeira etapa aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

"Não há nenhuma necessidade de vender um patrimônio que foi construído pelo povo brasileiro e com dinheiro do povo brasileiro, é uma empresa que pode ser a reguladora do sistema elétrico do país e não permitir o abuso dos aumentos da energia que estamos vivendo hoje no Brasil. Por isso, sou contra a privatização da Eletrobras", afirmou, em entrevista à Radio Passos FM.

Segundo o petista, a venda da estatal irá gerar mais desemprego no setor elétrico.

"Vender a Eletrobras a preço de banana, como eles querem vender, é se desfazer do patrimônio público para enriquecer ainda mais os mais ricos. O resultado disso será o desemprego, mais redução de salários, mais trabalho intermitente e mais trabalhadores fazendo bico, porque não vão ter emprego seguro como têm em uma empresa como a Eletrobras. Por isso sou totalmente contra", reforçou.

Além disso, Lula pediu para que os empresários que "tiverem juízo" não embarquem na venda da empresa que atua no setor elétrico.

"Os empresários que tiverem juízo, é importante contar até 10 antes de fazer a locura de comprar a Eletrobras a preço de banana. O aconteceu no TCU foi um abuso, liberar a venda da Petrobras. O governo não sabe administrar, só sabe destruir e vender. É importante que os trabalhadores do setor se manifestem, façam protestos, mandem carta aos deputados, porque deveria passar pelo menos por um referendo ou uma discussão dentro do Congresso, coisa que o governo não quer fazer. A gente ainda tem tempo de fazer pressão", completou.

A presidente do PT, Gleisi Hoffman, anunciou nesta terça-feira, em suas redes sociais, que o partido irá entrar com uma ação no Superior Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a privatização da estatal.

Correio Braziliense Foto Ricardo Stuckert