RedeGN - Caso Beatriz: "existem pessoas que estão sendo protegidas”, diz Lúcia Mota ao pedir apoio da sociedade para que o MPF seja pela federalização

Caso Beatriz: "existem pessoas que estão sendo protegidas”, diz Lúcia Mota ao pedir apoio da sociedade para que o MPF seja pela federalização

A mãe da menina Beatriz, Lucia Mota, disse não ter mais dúvidas de que Marcelo da Silva é o assassino da sua filha. Entretanto, essa mesma certeza ela tem de que ele não agiu sozinho e de que existem outras pessoas envolvidas no caso. 

Por isso, vai insistir na federalização das investigações. “Diante de tudo que foi dito e dos autos do processo, não tenho dúvidas de que foi ele quem matou a minha filha. Mas eu quero saber a verdadeira motivação e quem ajudou ele. Existem outras pessoas envolvidas “, afirmou ela, durante live com o jornalista Ricardo Antunes, na noite de ontem segunda (17).

As informações foram dados por Lúcia Mota durante live para o blog Ricardo Antunes.

Lucinha, como é reconhecida revelou, inclusive, que entregou nomes de suspeitos à Polícia Civil, mas que pouco foi investigado. “Eu entreguei um vídeo em que o mesmo homem que eu encontrei no bebedouro, com sinais de nervosismo, enquanto eu procurava Bia, aparece andando de um lado para outro minutos antes. Existem outras pessoas e uma motivação e é isso o que nós queremos saber”, disse ela, defendendo a federalização.

Em uma hora de conversa, a mãe de Beatriz citou ainda atitudes suspeitas por parte do Colégio Maria Auxiliadora, onde a menina foi assassinada. Segundo ela, além das imagens das câmeras, que foram apagadas, e das alterações na cena do crime, foram realizadas reformas “na calada da noite”, a exemplo de intervenções na sala de balé.

“Existe um desgoverno (Paulo Câmara) que parece que não quer descobrir ou não tem interesse na verdade. São muitos fatos que corroboram com o total descaso das investigações. E existem pessoas que estão sendo protegidas”, disparou Lucinha.

A federalização ou não do caso será definida pelo Supremo Tribunal Federal, após parecer final do Ministério Público de Pernambuco, que deve se pronunciar nas próximas semanas.

Redação redeGN com informações blog Ricardo Antunes