RedeGN - Surto de Gripe, H3N2 e Ômicron: UPAE e HDM alertam sobre cuidados

Surto de Gripe, H3N2 e Ômicron: UPAE e HDM alertam sobre cuidados

Manchete em todos os grandes jornais do país e na imprensa do Vale do São Francisco, o surto de gripe comum, a epidemia da H3N2, a variante Ômicron e até os casos de infecção dupla por gripe e Covid-19 (Flurona) chamaram a atenção da população neste início de semana.

Profissionais e serviços de saúde já sentem no dia a dia o aumento e pedem que os cuidados básicos como isolamento social e higienização das mãos sejam mantidos para inibir a disseminação dos vírus.

Mas, o que a população precisa realmente saber sobre essas doenças? Profissionais da Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina e Hospital Dom Malan (UPAE e HDM) esclarecem.

"É importante destacar que todas essas doenças ocorrem a partir de vírus respiratórios. Ou seja, o contágio acontece por meio de gotículas ou aerossóis dispersos no ar. Essas gotículas infectadas com vírus são expelidas pela tosse, pelo espirro e até mesmo pela fala e, por isso, é muito importante cobrir a boca e o nariz com um lenço ou com o braço ao tossir ou espirrar, utilizar sempre a máscara e higienizar constantemente as mãos, já que elas podem funcionar como vetor levando os vírus aos olhos, nariz e boca [portas de entrada dos vírus no organismo]", esclarece a pneumologista da UPAE, Morgana Carolina.

"Temos também as vacinas como fortes aliadas", acrescenta a profissional. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as atuais vacinas aplicadas na população garantem "alguma proteção" contra a nova gripe, já que os vírus são muito parecidos. A vacina da gripe ofertada pelo SUS é preparada para proteger contra a H1NI, H3N2 e o influenza B. Isso sem falar da eficácia já comprovada do esquema vacinal completo contra a Covid-19.

Vale lembrar que os grupos que estão mais sujeitos ao contágio de doenças respiratórias são os formados por crianças e idosos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde e imunodeprimidos.

"Para estes grupos os cuidados devem ser redobrados. É preciso evitar aglomerações, lugares fechados, e frequentar hospitais de forma desnecessária. As vacinas, como já dissemos, o consumo de vitamina C e outras substâncias que ajudam a melhorar a imunidade, também são bem-vindas", informa a médica.

Doenças virais apresentam sintomas parecidos. Conseguir identificar os sinais de cada uma delas é interessante para tentar proteger a saúde individual e coletiva, já que o tempo de transmissão pode mudar de uma para a outra. "Independente de qual seja o vírus suspeito, é importante que, ao menor sinal de quadros respiratórios, já se inicie o isolamento", destaca a pediatra do HDM, Marina Tenório.

Gripe comum: As características básicas são febre, dor no corpo e fadiga. Cada doença tem uma evolução, mas nos casos de gripe ocorre secreção, coriza e tosse. Normalmente, é um quadro limitado e com dois ou três dias se resolve.

H3N2: Febre alta, dores nas articulações, congestão nasal, tosse, inflamação na garganta e dores de cabeça. Em geral, o paciente não precisa de internação. Os sintomas são semelhantes ao da gripe comum.

Ômicron: Os sintomas mais comuns são a perda ou alteração do olfato, perda ou alteração do paladar, febre baixa, tosse persistente, calafrios, perda de apetite, dores musculares, fadiga intensa, tosse seca ou irritação na garganta, diarréia e dores abdominais. A maioria das pessoas apresentam quadro leve e são tratadas em casa.

Flurona: O fenômeno, chamado informalmente de "flurona", costuma ser menos frequente do que a contaminação por apenas um dos vírus, mas deve se tornar mais comum em meio à nova onda de Ômicron e o surto de H3N2 no verão, fora de época.

Não há como saber, sem exames, quando a infecção é por influenza ou por Covid porque os sintomas são praticamente os mesmos.

O exame para influenza, portanto, acaba sendo feito apenas se o paciente está em estado mais crítico, com diagnóstico de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), e apresenta resultado negativo para o coronavírus.

Ter Flurona não quer dizer necessariamente que o quadro seja mais grave do que ter só influenza ou só Covid. A maior probabilidade é de ser um quadro mais leve.

Quando procurar um serviço de urgência e emergência como UPA e PSI (Pronto Socorro Infantil)?

As urgências e emergências devem ser procuradas prioritariamente em casos de desconforto respiratório, dor ou pressão no peito, sinais de desidratação como tontura, dificuldade para urinar ou confusão mental, além de queda brusca do estado geral. Casos mais simples podem ser referenciados para as unidades básicas de saúde, devendo ser tratados em casa.

Ascom UPAE/HDM/IMIP