RedeGN - Com a baixa umidade do ar juazeirenses e petrolinenses precisam ficar em alerta com a saúde

Com a baixa umidade do ar juazeirenses e petrolinenses precisam ficar em alerta com a saúde

A Defesa Civil, semana passada fez um alerta em função da baixa umidade relativa do ar em Petrolina, Pernambuco. A umidade em Juazeiro e Petrolina deve ficar variando entre 12% e 20%, aumentando os riscos de doenças respiratórias e incêndios. Neste período, a temperatura deve atingir os 36ºC.

Nesta época do ano, na qual a seca é predominante, casos de virose são comuns na população.

O médico especializado em doenças infecciosas Hemerson Luz explica que o tempo resseca a mucosa nasal e facilita o aparecimento de algumas patologias, como alergias e crises de bronquite. Além disso, gripes e resfriados aumentam, pois ficam mais fáceis de serem transmitidos. 

“O vírus do resfriado, quando chega na mucosa, e ela está ressecada ou irritada, fica mais difícil de ter uma defesa local”, pontua.

Hemerson explica que com o tempo seco, há uma menor dispersão de poeiras e poluentes, que ficam mais concentrados na atmosfera. Isso pode causar irritação nas vias respiratórias, levando pessoas a terem crises de rinite. No entanto, esse quadro pode piorar e evoluir para casos mais graves, como bronquite.

Os sintomas iniciais são aqueles mais comuns, que hoje podem ser confundidos com o novo coronavírus. Coriza, dor de garganta e dor de cabeça estão entre as reclamações mais recorrentes. Mas é preciso ficar alerta, porque esses sintomas podem ser sinais de doenças perigosas como pneumonia ou sinusite. Caso haja persistência na febre por mais de 48h, ou se as vias nasais ficam comprometidas por alguma secreção, uma piora no quadro pode ter ocorrido.

Além das dores de cabeça e febre, se cansaço ou fadiga forem constatados, a recomendação é procurar o pronto socorro mais perto. O médico ainda ressalta que é comum nesse período, com quedas na temperatura, as pessoas tomarem menos água, gerando desidratação. A secura, alerta ele, afeta mais crianças e idosos.
 

Redação redeGN Fotos Ney Vital