RedeGN - Juazeirense aposentado faz greve de fome reivindicando acordo com a Petrobrás

Juazeirense aposentado faz greve de fome reivindicando acordo com a Petrobrás

O petroleiro aposentado Antônio Tarciso Alves de Moraes está há 18 dias sem se alimentar como forma de chamar atenção da Petrobrás para negociar com a empresa um processo trabalhista.

O aposentado que já fez greve de fome em outras três oportunidades, inclusive na sede da Petrobrás, na Pituba, onde segundo ele, está impedido de entrar. Atualmente, Tarciso utiliza as dependências do Sindicato dos Químicos e Petroleiros, no Tororó, em Salvador, para realizar o seu protesto. Desta vez ele se mostra disposto a colocar a vida em risco para resolver a questão. “Chega a um ponto que não há mais o que negociar. Está é minha última greve de fome. Só saio daqui morto ou com a situação resolvida”, prometeu.

Tarciso é hipertenso e além de não comer há alguns dias, agora ameaça parar de tomar os remédios, o que tem deixado a diretoria do sindicato muito preocupada. Tarciso se aposentou em 2008, depois de passar por diversos setores da empresa. “Trabalhei em Camaçari, em Sergipe, somente no setor de licitações foram 25 anos, meu último trabalho foi na Universidade Petrobrás”, contou Tarciso. 

Segundo ele, o problema com empresa começou com sua readmissão em 93. “Sofri retaliações durante o governo Collor, por ser uma liderança sindical, fui readmito e a dívida do período em que fique afastado foi reconhecido em 2006, no entanto apenas de forma administrativa”. Na prática, o aposentado recebeu um valor simbólico e sem as correções monetárias.

Tarciso alega que sempre que procurou a empresa para tentar um acordo, a alegação era de que a resolução da sua situação causaria um confronto jurídico. No entanto, conhecedor das leis trabalhistas, o juazeirense garante que suas reivindicações eram respaldadas em lei. Ainda assim, Tarciso entrou na Justiça, sempre na expectativa de conseguir um acordo, o que ainda não aconteceu, apesar do julgamento em duas instancias, cada uma vencida por uma parte. Segundo ele, o processo deve seguir para o Tribunal Superior do Trabalho. Apesar disso, o aposentado garante que ficaria satisfeito com um acordo.

O Sindicato já enviou vários ofícios à Petrobrás solicitando uma reunião para tratar sobre o assunto, mas a empresa se nega a dialogar. Apesar de tentar convencer o aposentado a não fazer a greve de fome, o sindicato tem colocado a disposição o suporte técnico na área de saúde para grevista. Porém cientes da gravidade da situação, os diretores cobram uma resposta da Petrobrás. “É preciso que fique claro que isso é um problema da Petrobrás. Ela precisa resolver isso”, disse o diretor sindical Robson Santana.

Com informações da Tribuna da Bahia