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ARTIGO – NATAN DONADON: O INQUILINO DA CELA 595

Qual adulto de hoje não já passou pela experiência durante a juventude de ouvir dos mais velhos uma frase bastante emblemática: “Você não é mais criança para estar se comportando dessa forma!”. A frase significava que aquele jovem já tinha amadurecimento suficiente para assumir uma nova postura na vida, não mais sendo admitidos certos comportamentos, principalmente aqueles que se desviavam dos padrões de respeito e moralidade. São princípios básicos, elementares e consagrados pela sociedade na formação do cidadão.

Por analogia, um país com 513 anos de descoberto, 191 anos da sua independência e 124 anos de proclamada a República, constituído com os Poderes do Estado universalmente admitidos para o funcionamento de uma nação democrática – o Executivo, o Legislativo e o Judiciário – e em cuja trajetória passou pelos Níveis de Ensino Fundamental, Médio e Superior no seu aprendizado como nação, merecia ouvir também um carão similar: “Brasil, você não é mais uma criança como nação para admitir tantos desvios de comportamento dos que deviam zelar pela sua boa imagem no contexto mundial!”. ..

Artigo – REMINISCÊNCIAS – Alguns casos e causos

Todo cronista do cotidiano tem apego a casos e causos que conhece ao longo da vida, principalmente aqueles originados de algumas figuras tradicionais, folclóricas e inspiradoras de uma variedade de histórias. Como convivi muitos anos em Irecê, tenho alguns registros da época que julgo interessantes:

●Alcir Dourado, grande seresteiro, tinha um barzinho onde vendia churrasquinho e o Sr. Pedrinho Lucena, o primeiro gerente do Banco do Brasil, 1965, era o seu freguês habitual. Certamente que o Alcir se sentia muito honrado em ter o gerente do Banco como seu cliente e usava isso no seu marketing de venda. Certo dia o Alcir, esperando ouvir palavras estimuladoras, pergunta ao seu Pedrinho o que ele achava do churrasco, visto que todo dia levava uns assados para casa. Habituado a algumas tiradas irônicas e debochadas, o seu Pedrinho responde prontamente: “Eu não sei, porque eu levo para o meu cachorro!”...

ARTIGO - O “PODER DO POVO” OU O QUARTO PODER DA REPÚBLICA

Em 24/05/13 este Blog publicou artigo de minha autoria sob o título “Poder Legislativo ou Econômico?”, em que registrava o meu repúdio diante de um Congresso Nacional inoperante, corrupto e de comportamento servil, cujos projetos adormeciam em berço esplêndido e eram submetidos à discussão e à votação nas caladas da noite, após exaustivas negociações, não em torno dos temas ou aperfeiçamento dos projetos mas o “quanto” de milhões em verbas estava o Governo disposto a liberar de Emendas ao Orçamento que mais beneficiam os interesses pessoais dos parlamentares que das comunidades a que se destinam. A minha indignação representava o sentimento represado de milhões de brasileiros que assim pensam ou pensavam mas não tinham descoberto o seu real poder de extravasar a revolta contra tantos erros acumulados e repetidos, ao ponto das esperanças já evidenciarem estado de adormecimento e desencanto no íntimo de cada brasileiro.

A motivação inicial do movimento popular, em torno da redução da tarifa do transporte coletivo, iniciado em São Paulo e depois espalhando-se por todo o Brasil – inclusive Juazeiro e Uauá marcaram presença - ganhou amplitude com a descoberta pelas lideranças que mais que “vinte centavos” existia um universo de problemas mais graves de ordem política e social que também exigiam uma postura firme naquelas manifestações. A qualquer analista torna-se impossível encontrar as palavras ou frases que possam definir a importância e dimensão da força que representou o movimento das últimas semanas, não pelo resultado positivo na redução de tarifas do transporte mas, sobretudo, pelo poder de tirar do imobilismo e da inércia um Congresso Nacional que só votava após negociatas vergonhosas ou mediante trocas, cargos e Ministérios...

Artigo - Preservando as tradições culturais

Todas as festas típicas e tradicionais de um povo tem uma particularidade especial pelo que representam de traços culturais, sua história, hábitos e costumes, não importando com que intensidade agrade ou não quantos delas tenham oportunidade de participar. Do carnaval ao forró que marca o ciclo das festas de homenagem aos Santos São José, Santo Antonio, São João e São Pedro, cada data é esperada pelos habitantes com louca ansiedade. Sabe-se de histórias incríveis em que as pessoas largam tudo, até obrigações profissionais, para se deslocarem às suas cidades de origem, pois a participação ativa ou não na festa que se tornou um folclore da terra quase que significa um ingrediente de realimentação da própria vida e fator motivacional para o trabalho ao retornarem.

Estamos nos aproximando dos “festejos juninos”, cujo nome da festa está diretamente vinculado ao mês de junho. A decoração característica das cidadescom as suas bandeirolas coloridasa tremular intensamente, as novenas na igreja, as danças alegres, as comidas típicas originadas do milho, os fogos, as fogueiras e as músicas caipiras, são alegorias indissolúveis e marcantes das comemorações...

Artigo - Poder Legislativo ou Econômico?

Sem qualquer pretensão de ser perfeccionista do comportamento humano ou intolerante contumaz com as regras pouco ortodoxas praticadas na Câmara dos Deputados, fica difícil resistir a não fazer uma breve avaliação dos acontecimentos recentes que envolveram o dia a dia da instituição, na trajetória para votação da Medida Provisória 595, a MP de modernização dos Portos nacionais. Basta lembrar que os nossos portos representam o que há de mais antigo, superado e obsoleto sistema de embarque e desembarque de produtos no mundo, com operação onerosa e lenta, o que já seria um fato o bastante para que, responsavelmente, fosse dedicado pelos parlamentares o tempo suficiente à análise e discussão da referida MP. Ao invés disso, deixaram que o tempo corresse livremente e quase ao se esgotar o prazo fatal, aí sim, numa insana batalha de ligações telefônicas para convocar os 513 deputados, até por parte do próprio presidente da Casa, o tema finalmente entrou em votação! 

O quorum obtido para viabilizar a votação depois de 20 horas de discussão, de apenas 332 deputados dos 513 eleitos, não evidencia ter ocorrido uma repentina explosão de patriotismo mas, sim, resultante de negociações opressoras e pouco democráticas, cujos votos foram barganhados através do sistema de escambo: “eu voto, desde que o governo libere determinada Emenda Parlamentar que irá beneficiar municípios da minha área de votação”. E o governo, sempre vergonhosamente refém desse sistema parlamentar indecoroso, comprou por UM BILHÃO DE REAIS a aprovação da Medida Provisória, através da distribuição de recursos de Emendas Parlamentares! Diriam alguns que faz parte do jogo democrático! Mas, se para aprovar leis e projetos que venham corrigir as falhas que emperram o desenvolvimento do país, o governo tenha de gastar milhões de reais para tal fim, estamos diante de um quadro de imoralidade e de indecência tal, que o Poder Legislativo, desvirtuado no cerne dos seus objetivos, está mais para Poder Econômico! ..

ARTIGO - CORRUPÇÃO: UMA TRISTE ESCALADA

Adm. Agenor Santos

Todos os fatos e acontecimentos de grande impacto e repercussão, não importa de que natureza, têm o poder de remeter ao esquecimento os problemas ou escândalos que, em algum momento, abalaram o emocional da sociedade brasileira, ferindo-lhe no âmago a credibilidade ou mesmo destruindo os últimos resquícios de esperança. Por algum tempo, novos episódios conseguem fazer com que, até a própria mídia, rediricione o foco das suas preocupações e o cidadão passe a conviver com novas emoções...

ARTIGO: CAMINHOS E DESCAMINHOS DO DINHEIRO PÚBLICO

Tenho certeza que o ufanismo que domina os corações dos brasileiros, e que enche de otimismo, confiança e novas esperanças cada cidadão quanto ao futuro deste nosso país no conjunto das nações, de repente é novamente atingido por vergonhosas e desalentadoras notícias de novos fatos ligados aos históricos desvios de verbas públicas. Esse mórbido comportamento que está impregnado na alma da grande maioria dos Gestores do dinheiro público, seja nos Governos Municipais, Estadual ou Federal, Ministérios, Congresso Nacional, ou mesmo em Departamentos e Instituições Públicas afins, tem o poder não somente de ferir no cerne da dignidade das pessoas de bem, como o de macular de forma trágica a nossa imagem como povo no exterior. Dias atrás li um comentário de que um dos motivos da evasão de novos investimentos no Brasil era o elevado índice de corrupção existente no país, pelo que pode representar de desestabilização, também, na área político-institucional. Não concebo até onde chegará o nível de tolerância dos Tribunais, para a punição, com rigor, dos responsáveis por comprovados atos de assalto aos recursos oficiais.

Virou moda o triste esquecimento de um escândalo nacional diante do surgimento de outro de maior graduação (!), seja pelo volume de dinheiro desviado, seja pelo grau de importância da autoridade envolvida. E assim a mídia vai se alimentando com o vasto repertório diário de crimes de toda ordem, ficando até meio monótono quando a televisão quebra a rotina passando a dar uma sequência de boas notícias!..

Artigo - Setor Público: Controle, Monitoramento e Avaliação

“Todo aquele que tem poder, tende a abusar dele. Para evitar que os governos se transformem em tiranias, cumpre que o poder detenha o poder, porque o poder vai até onde encontra limites” (Montesquieu).

A administração de qualquer órgão público, e no caso especial e particular de uma Prefeitura Municipal, com toda a complexidade que envolve a execução dos programas e projetos, sujeita os seus gestores à convivência com falhas e desvios de toda ordem, impondo-se rigoroso acompanhamento que possa fazer cumprir as condições técnicas exigidas e para que os resultados colimados sejam atingidos. Para que as transformações sociais ocorram, concretamente, como resultado efetivo da correta aplicação dos recursos públicos, faz-se necessário uma eficiente atuação não somente dos executores, mas, sobretudo, daqueles que estão encarregados de controlar, monitorar e avaliar. Se não houver uma atuação responsável e eficiente, serão graves as distorções entre os objetivos pretendidos e os resultados efetivamente alcançados, prejudicando, assim, o sucesso das metas e uma resposta positiva às prioridades governamentais...

ARTIGO: A TORRE DE BABEL E OS NOVOS TEMPOS

A todo aquele que escreve é dado o direito de hibernar voluntariamente por algum tempo, não abandonando a caneta como se dizia no passado, mas nos dias de hoje seria como dando um descanso ao PC. Contudo existem outras razões e formas de hibernação temporária, entre as quais pode ser permitido ao pensamento o direito a reflexões sobre variados temas, o que não significa a quebra de compromissos ideológicos, mas o ajustamento das ideias dentro do turbilhão de acontecimentos do dia a dia.

O quadro político nacional na recente eleição municipal consolidou a convicção de que tudo vale para se manter ou atingir o poder, quando os princípios ideológicos são esquecidos ou colocados em segundo plano. Não há necessidade de identificar ou localizar cada caso porque as coligações esdrúxulas foram generalizadas no plano nacional, com sucessos e derrotas frustrantes, mesmo porque não é fácil falar a mesma língua, nestas circunstâncias. Essa convivência política conflitante, caracterizada pela dificuldade de comunicação entre as partes coligadas, faz-me lembrar de um episódio bíblico em que Deus interrompeu a edificação pelo homem da Torre de Babel, que configurava a ânsia de demonstrar poder e um momentâneo desvio aos princípios divinos. Por isso no Livro do Gênesis, há o registro de que Deus implantou a “confusão de línguas”, oque gerou a dificuldade de intercomunicação e inviabilizou a continuidade do projeto, surgindo daí a diversidade de línguas ainda hoje existente no mundo. O que se viu em muitos quadrantes do Brasil de hoje foi uma confusão semelhante, sem um ordenamento do pensamento e da linguagem, ou fidelidade a princípios, face à ascendência predominante das conveniências pessoais e políticas...

ARTIGO: AQUECIMENTO GLOBAL

Adm. Agenor Santos

A comunidade científica tem se preocupado muito com o aquecimento global, na medida em que a irresponsabilidade do homem não tem limites na permanente produção de dióxido de carbono e outros gases que criam o chamado “Efeito Estufa” e altera o equilíbrio da atmosfera. Imaginar que nos últimos dias a América do Norte registrou temperaturas de até 50º célsius e no Paraná desceu a 1º, é natural que a humanidade comece a se preocupar do que está por vir, na desertificação das florestas, no esgotamento dos rios, na inundação das cidades, na falta de alimentos, etc...

ARTIGO: UNIDOS OU PART.....IDOS?

Adm. Agenor Santos

Mesmo diante de “um longo e tenebroso inverno”, ou pior, de uma longa e tenebrosa seca, quando o coração do sertanejo se encontra entristecido sob a dor profunda causada pela imagem debilitada dos seus rebanhos, alquebrada pela sede e pela fome, ainda assim as intempéries do tempo não afetaram as instituições políticas que reuniram forças para sobreviverem até a chegada das tradicionais e históricas convenções. Não deixa de ser um fenômeno admirável esse poder de superação e alheamento que conduz o cidadão a falar mais da própria política do que das consequências da seca sobre a vida das pessoas, ou seus efeitos danosos à economia sertaneja...

ARTIGO: Um novo fim

Adm. Agenor Santos

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. (Chico Xavier)..

Artigo - CPI: O direito de ficar calado

Nos últimos dias a frase mais emblemática que se ouviu neste Brasil e que marcou profundamente os sentimentos de revolta de quantos a ouviram, seja através dos jornais ou mesmo assistindo à TV Senado, foi: “Exerço o direito constitucional de ficar calado”. Pasmem! Se a frase fosse pronunciada por um cidadão de bem, de moral ilibada, conduta irrepreensível, e diante de inquisidores que injustamente achacassem a sua moral perante a sociedade, tudo bem que se tenha um princípio do direito constitucional que assegure a proteção desse injustiçado. No entanto, estamos diante de um prisioneiro, conduzido à audiência algemado e sob grande escolta, que desmoraliza uma instituição composta por Senadores e Deputados, e ainda invoca, repetidamente, com leve ar de risos, a proteção e o direito de ficar calado assegurado pela Carta Magna aprovada por essa mesma instituição! Impossível de entender!

Antes de o Congresso Nacional pensar na criação de qualquer nova CPI deve urgentemente reformar a Constituição Federal, com o objetivo de criar os mecanismos adequados para uma investigação com um mínimo de dignidade e com uma dose de respeito do depoente pela instituição que o convocou. Naturalmente, se essa instituição pretende continuar com o modelo de Comissão Parlamentar de Inquérito-CPI...

A política e o teatro

  Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão. Escritor Eça de Queiroz

No cenário da disputa política são muitos os atores que se apresentam para a montagem da grande peça eleitoral, cujas atitudes e comportamentos refletem, em muitos momentos, todas as características inerentes aos espetáculos do verdadeiro teatro. Tem artistas veteranos em fim de carreira, atores jovens ainda imberbes ou de meia idade, e novatos estreantes nos palcos. Tem os que se tornam astros, outros que não passam de meros coadjuvantes. Alguns insistem em se manterem ativos nos palcos por toda a vida, outros se recolhem a posições de direção de novos espetáculos, transferindo experiência e ensinamentos aos mais jovens.

A analogia entre a política e o teatro me parece bastante pertinente, visto que o seu universo está composto por personagens que muito se assemelham, dependendo, apenas, da atitude de cada um. Já citei em algumas crônicas e não me canso de repeti-la com frequência em todas as rodas em que se fala de política, pelo que representa de verdade, a frase do saudoso amigo Edson Borges Rodrigues, o “Edinho da Farmácia”, ex-prefeito de Uauá, que dizia: “Seu Agenor, o poder é sedutor!”. E esta sedução tem contagiado muita gente!..

CONVIVENDO COM AS DIFERENÇAS

"Há duas coisas que da minha mente não sai: a gente mata vai preso e a morte mata e não vai". Autor desconhecido. Adágio citado por: Edmundo “Cupiera” Dias Santana, de Uauá.

O adágio popular, que me foi narrado pelo velho amigo Edmundo “Cupiera”, e lembrado pelo Coronel Jerônimo Ribeiro (95 anos), conduziu-me a fazer uma analogia com fatos correntes de injustiças que ocorrem no dia a dia, principalmente nos episódios que retratam o preconceito social, lamentável privilégio espúrio não apenas das pessoas físicas, mas que atinge, também, as instituições...

Luar do Sertão

Embora cearense no sobrenome, foi um maranhense de São Luis que exaltou com singela e rara exuberância as inolvidáveis belezas do Luar do Sertão. Quem, em algum momento da vida, já não cantou com enlevo e romantismo os versos de Catulo da Paixão Cearense, verdadeiro hino de louvação ao sertão? “Não há, ó gente não há, luar como este do sertão” traz o estigma da paixão profunda pelos encantos das terras semi-áridas do sertão, que não têm as águas verdes do mar a banhá-las, mas tem a noite iluminada pela celestialidade dos astros.

A noite, quando escura é o apanágio dos fracos e dos possuídos por inconfessáveis propósitos; quando sob o brilho suave do luar se torna o aconchego dos boêmios e românticos, envolvidos pelas doçuras do amor...

“O poder é sedutor”

O Bacharel em Administração de Empresas e Chefe de Gabinete da Prefeitura de Uauá, Agenor Santos é o mais novo colaborador do blog com artigos sobre os variados temas. O primeiro deles versa sobre o poder e sua sedução. Confira:

 “O poder é sedutor”..