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ARTIGO – O BRASIL À PROCURA DA SUA VERDADE

Tenho plena convicção de que ao povo brasileiro não interessa o momento que o país está vivenciando para atravessar essa tormenta política intolerável. Para uma nação jovem o que inspira cada cidadão é o desejo de vê-la dedicada ao crescimento, fortalecendo e consolidando as bases econômicas ativas, representadas pelos seus segmentos industriais, comerciais e agropecuários. Só que o povo não tem a capacidade e não dispõe dos fatores básicos para impulsionar sozinho todo esse processo e, por isso, é dependente da intervenção dos poderes institucionais legitimamente constituídos, para cuidar da parte gestora do manancial dos recursos produzidos e resolver os seus problemas. Assim, elege por determinado período os seus representantes através do voto, outorgando-lhes os poderes para cuidarem da criação das leis que regulamentam e disciplinam o conjunto da obra (Poder Legislativo) e outros para a importante missão de responsáveis pela gestão da estrutura administrativa no âmbito municipal, estadual e nacional (Poder Executivo).

Só que, lamentavelmente, o país está convivendo, nos últimos tempos, com um vergonhoso desvio dos valores morais esperados, em que as palavras não correspondem aos atos, o que era errado, repulsivo ou criminoso no passado, passou a ser visto como normalidade e inserido no contexto como comportamento natural. É perceptível que está em curso por parte de muitos um processo de banalização de algumas excrescências praticadas pelas pessoas no dia a dia, e os que se propõem a censurá-las se expõem à classificação de portadores de um impróprio “grau de pureza e pudor”... coisas do passado!..

ARTIGO – UMA IMAGEM PARA A HISTÓRIA

É inquestionável que em todos os setores que envolvem a atividade humana, desde as mais simples influências que alimentam a vida, às mais pontuais estruturas das organizações sociais e produtivas, há uma convivência natural com os processos de mudanças ocasionais ou frequentes, seja para um melhor aperfeiçoamento da qualidade das conquistas desejadas, seja para identificar o lado frustrante por algumas expectativas não realizadas.

Assim, a experiência dessas mutações ao longo da história apresenta aspectos positivos e negativos, conforme a intensidade dos fatos, principalmente quando passam a afetar não apenas um indivíduo em particular, mas a grupamentos, comunidades, um Estado ou o País como um todo. Obviamente que existem muitas variáveis e formas diversas de alterar o ritmo das coisas. Enquanto a implementação de projetos renovadores em setores que impulsionam o desenvolvimento humano, como na educação, na saúde e na modernização do processo produtivo, tendem a transformar de maneira revolucionária o perfil de um povo, gerando motivação, alegria, otimismo e paixão por novas conquistas, a falta deles pode conduzir um país à estagnação, ao comodismo e à indisposição para trabalhar e produzir...

ARTIGO – PRESIDÊNCIA EM DOSE DUPLA?

As manifestações públicas que vêm acontecendo no país, como expressão maior de um descontentamento que cresce com grande velocidade, reflete um amadurecimento ideológico que somente os políticos e autoridades envolvidas não conseguem captar o recado das massas. Em razão de não interpretarem com fidelidade a legitimidade desse sentimento de revolta, apresentam justificativas que buscam dar um cunho partidário aos protestos, quando deveriam ler as mensagens contidas nas faixas e ouvir as palavras indignadas dos seus participantes, sempre direcionadas à revolta contra a corrupção impregnada em todos os setores da vida brasileira e a necessidade de acabar com a impunidade histórica no país. Por uma questão óbvia atinge determinadas pessoas e segmentos partidários que estão nas páginas do crime já a algum tempo...!

Nos movimentos anteriores os organizadores mandaram recados que não queriam a participação de lideranças partidárias, exatamente para evitar a sua exploração política, bem como combateram a atuação dos vândalos. Felizmente o movimento do último dia 13 veio reafirmar a seriedade dos objetivos de quantos participaram – adultos, crianças, jovens, idosos, famílias inteiras - visto o caráter ordeiro como se desenrolaram os protestos em 26 Estados e 505 cidades do país, com um total de comparecimento superior a cinco milhões de pessoas em todo o Brasil. Uma prova inconteste da pureza dessas intenções, é que o Governador Alkmin, o Senador Aécio Neves e outros políticos do PSDB foram hostilizados ao participarem da caminhada em São Paulo, aos gritos e palavrões, visto o evidente propósito de pretenderem extrair dividendos eleitoreiros de um movimento social que não tem qualquer fundamento ou cor partidária, mas insurgente contra a roubalheira oficializada, a imoralidade instalada e a falta de respeito com a sociedade brasileira que trabalha e produz...

ARTIGO – PROCURA-SE UM MÁRTIR...!

A intrigante situação política em que o Brasil se envolveu nos últimos tempos, motivada, principalmente, pela derrocada do projeto político de um partido que não soube administrar de forma competente as suas conquistas e abandonou as principais e inspiradoras lideranças numa troca inconsequente pelo culto ao personalismo de um líder que não foi fiel ao seu discurso e se deixou levar pelo fascínio que o poder oferece, terminou por implantar no seio da sociedade brasileira um crescente sentimento de desprezo pela classe política. Esta tendência foi se consolidando, progressivamente, influenciada pelo despertar de uma triste vocação voltada para tirar vantagens dos cargos públicos através do enriquecimento ilícito por parte de políticos, servidores e empresários inescrupulosos, comportamento que rouba a credibilidade e que sepulta as esperanças do cidadão por um Brasil de trabalho e crescimento honrado perante o mundo.

É difícil para qualquer analista emitir avaliações sobre uma liderança que surgiu das praças e dos movimentos reivindicatórios sindicais, fato bastante relevante, para galgar gradualmente as diversas etapas do crescimento político, ao ponto de ser consagrado pelo voto popular para o maior cargo executivo nacional, que foi a Presidência da República! Os simpatizantes mais radicais do atual sistema político dominante, optam por dirigir a pecha de direitistas, “coxinhas” ou outras coisas mais, a quantos se oponham a tudo isso que se pretende apelidar de esquerda brasileira, num flagrante desrespeito ao livre exercício do direito democrático de manifestação de cada um. Pode surpreender ao leitor, mas num instante de débil encantamento me juntei aos que cantavam o hino “Lulalá”, durante a sua campanha em 1989, época em que fui simpatizante do seu “discurso” e até votei nele...! Pode parecer incrível, mas é a pura verdade...

ARTIGO 180 – RECICLANDO OS NOSSOS (MAUS) COSTUMES – II

De tanto se conviver nos últimos tempos com uma saúde pública em estado deplorável, em que a população humilde que antes dependia inicialmente do Programa de Assistência desempenhado pelo SUS e passou a não ter mais qualquer esperança, optei por dar um tempo, nesta edição, na abordagem sobre a estúpida situação política em que estamos vivendo. Assim, resolvi me associar às preocupações gerais da população e de confrades colaboradores do Blog como o Acord@dinho, preocupados com os graves problemas de higiene e limpeza pública, que são os condutores das graves mazelas que afetam a saúde da população em geral e estimulam a epidemia de doenças provocadas pelo mosquito da “dengue”, na atualidade.

Mesmo com as informações diárias e frequentes quanto aos cuidados para evitar a proliferação do mosquito, a televisão exibiu vergonhosas imagens aéreas mostrando casas, lajes e construções abandonadas, com enorme quantidade de água exposta à espera dos mosquitos, numa visível irresponsabilidade da população e de Construtoras que abandonam obras e que estão se lixando para os riscos a que expõem a saúde pública.....

ARTIGO – O BRASIL PEDE RESPEITO

Em entrevista concedida dias atrás, um importante empresário fez uma declaração de viva voz que me deixou estarrecido, quando declarou: “estamos trabalhando pensando em 2017, porque 2016 já acabou, morreu”! Ora, e o ano apenas começou...! Semelhante afirmação, partindo de um segmento empresarial que nunca entrega os pontos e está sempre acreditando no sucesso e na virada, passou-me uma sensação de total desencanto quanto à possibilidade de uma reviravolta no quadro de inércia, desconfiança e descrédito que o país está atravessando. Em paralelo a depoimentos desse tipo, o que se ouviu, nesta semana, e entristece, foi o anúncio de que a última “Agência Internacional de Classificação de Risco” que restava rebaixou o último selo de “bom pagador” do Brasil, o que só aumenta a retração na demanda de novos investimentos externos e amplia a evasão dos que aqui estavam, que partem à procura de segurança e países mais confiáveis. A falta de estabilidade política e a inexistência de um projeto de recuperação econômica determinam esse perfil negativo. O país está no SPC/SERASA, internacional... Lamentável!

A Presidente Dilma ao substituir o Ministro da Fazenda pelo seu Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, imaginava-se que ele traria a solução com um novo projeto a ser tirado da cartola e nada disso aconteceu. Pelo contrário, as teses acadêmicas foram as mesmas, as providências que dependiam do próprio Poder Executivo continuaram inertes, nada avançou em termos de redução da máquina administrativa, o que acarreta um extraordinário volume de despesas, e aquilo que teria de ser feito logo, foi adiado para o mês de março próximo ou quem sabe quando... Redução do número de Ministérios? Não passa de mera retórica de palanque, pois significa a simples transferência de estrutura e funcionários para um outro Ministério assumir as obrigações... Falta firmeza e coragem para mexer com os apadrinhados de deputados e senadores que estão pendurados nos diversos órgãos federais, de Ministérios, Agências e Autarquias, às vezes em assessorias fantasmas que só aparecem nas folhas e muitos, nem sequer comparecem em Brasília! Exatamente agora que se discutem propostas de impeachment e ajuste fiscal, assumir posturas que podem atingir interesses dos senhores parlamentares? Jamais! Eles, certamente, acham que o Brasil pode esperar...! Nesse processo de estagnação, o Congresso Nacional tem corresponsabilidade na obrigação de tirar o país do fundo do poço em que se encontra e serão cobrados por isso...

ARTIGO – “ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO...”

Em meio a tanta turbulência política e econômica que afeta a vida das pessoas neste país, na fase atual, trazendo preocupações, sofrimento e ansiedade quanto ao incerto futuro reservado a cada um, existem tênues momentos que têm o condão de abrir pequenas janelas de otimismo, restabelecendo a fé, gerando leves esperanças e fazendo acreditar que os maus presságios vão passar. Refiro-me aos raros minutos em que os corpos se perfilam em posturas reverenciadas, o respeito e os sentimentos se unificam, as diferenças políticas são esquecidas e um canto uníssono faz emocionar o corpo numa carga elétrica de impulsos às vezes conhecidos, popularmente, como arrepios! Quero lembrar a importância muito especial que representa para o íntimo de cada cidadão, aquele lapso de tempo empolgante em que se ouve os acordes de um dos mais fortes Símbolos da Pátria, o Hino Nacional Brasileiro!

Embora o Brasil tenha 516 anos de descoberto – em 22 de abril próximo -, poucos são aqueles que sabem que o Hino Nacional foi composto em 1822 por Francisco Manuel da Silva (1795-1865), e tocado pela primeira vez em 13 de abril de 1831, 331 anos depois do descobrimento, justamente no dia da despedida de D. Pedro I, que abdicou ao trono e retornou a Portugal. Assim, o nosso Hino tem apenas 185 anos de tocado, cantado e entoado. Devido a divergências quanto à natureza de muitas letras que se apresentavam para o Hino, finalmente uma definitiva saiu da mente inspirada e poética de Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927). Embora se imagine que o Hino foi fruto de uma composição em parceria conjunta de letra e música – hoje muito comum -, os dois nem mesmo viveram no mesmo tempo histórico.....

ARTIGO – REFORMAS JÁ: UMA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

Chegou 2016 e com ele mais uma etapa de eleições municipais em cumprimento ao definido pela Constituição de 1988 e pelo Código Eleitoral (lei 4.737 de 1965), para eleger 5.568 prefeitos e vice-prefeitos, e cerca de 57.420 vereadores em todo o país, a se repetir o número ocorrido em 2012. Eleições de dois em dois anos correspondem a custos elevadíssimos e grandes dificuldades de sua realização em algumas regiões, particularmente no norte do país ou Amazônia. Existem grandes controvérsias quanto à unificação em um pleito de cinco em cinco anos – a Câmara rejeitou em 2015 a PEC da reforma que previa eleições Majoritárias e Proporcionais simultâneas para todos os cargos eletivos -, mas essa mudança traria uma substancial redução nas despesas eleitorais. Impossível, contudo, não se avaliar a complexidade de que se reveste uma mudança no processo de votação para o eleitor, ao se dirigir à urna para votar 7 vezes: Presidente da República, Senadores, Deputados Federais, Governadores, Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores! Ufa! Cansa só em escrever...

Não se trata, absolutamente, de descaracterizar o princípio da legitimidade do processo eleitoral dentro do Sistema Democrático, imprescindível para garantir a liberdade do cidadão no direito de escolha através do voto. Outro passo importante seria extinguir a reeleição para o Poder Executivo em todos os níveis, ampliando-se o mandato para cinco ou seis anos, o que permitiria uma rotatividade no poder, e reduziria os níveis de empreguismo e corrupção às vezes utilizados como instrumentos garantidores de um novo mandato. Se o Prefeito, Governador ou Presidente, se sentem motivados no exercício do cargo, que sejam eficientes, honestos e gestores competentes, e o povo, certamente, se encarregará de brindá-los com novo mandato no futuro. Outro detalhe a ser pensado, é criar obstáculos para a formação dos feudos políticos, quando depois de dois mandatos consecutivos, principalmente na área municipal, o prefeito elege a esposa, ou o filho, ou o irmão ou o tio, e ele próprio assume uma Secretaria Municipal, e assim o comando político da família se perpetua...!..

ARTIGO 175 – UMA HISTÓRIA “LAMBUZADA”

Manifestante joga torta na cara de Genoíno, então Presidente do PT, em 2003, em Porto Alegre

A política brasileira praticada nos últimos 70 anos, cuja trajetória começou ao final da ditadura de Getúlio Vargas ou Estado Novo, em 1945, reservou um lugar especial na história do Brasil pelo extenso volume de variáveis que passou a oferecer a quantos se habilitaram a participar ou a entender o processo político nacional. O conceito preliminar que inspira a constituição de um Partido, tem como pressupostos fundamentais a existência de um Programa definido e a observância das tendências políticas dos cidadãos que se filiam à nova legenda, além, obviamente, de se subordinar ao comando de uma liderança política...

ARTIGO – OPERAÇÃO LAVA JATO: UMA PEÇA DE 20 ATOS

Mesmo com a chegada do novo ano, ainda persiste a perplexidade da sociedade diante do infindável volume de irregularidades e sujeiras que a cada momento são descobertas, visto que todos acompanham com interesse as investigações da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Em cumprimento às determinações do STF, do Juiz Sérgio Moro e Procuradores Federais, as diligências são realizadas com muita eficiência, recolhendo milhares de documentos e equipamentos de informática, além da quebra do sigilo bancário e telefônico dos suspeitos. O juiz federal Moro disse uma verdade, com muita propriedade: "Temos uma grande oportunidade de mudança que não podemos perder [...] O que muda o País são instituições fortes. É preciso promover mudanças políticas, legislativas, culturais. A sociedade tem condições de pleitear isso, muito mais do que os agentes públicos”.

É de estarrecer o quanto os políticos, empresários e lobistas se especializaram na prática de crimes dos mais variados perfis. Segundo depoimentos do delator Cerveró, houve empréstimo de 12 milhões de reais com o Banco Schahin, feito pelo fazendeiro Bunlai, com o fim de comprar por 6 milhões de reais o silêncio de alguém que queria abrir o bico e a outra metade para robustecer os cofres de certo partido...! Em contrapartida, o mesmo Grupo Schahin foi agraciado com a venda de Navio-Sonda para a Petrobrás, com preço superfaturado (quase R$2,5 bilhões), tudo isso com o objetivo unicamente de fazer dinheiro para enriquecimento ilícito dessa quadrilha de safados e gerar caixa para campanhas eleitorais. Pensam que aquele empréstimo do Bunlai foi pago? Nada, a outra operação que beneficiou o Grupo quitou o débito, segundo o delator! Mas o cidadão comum, agropecuarista que produz alimentos ou bens exportáveis e gera divisas ao País, tem a obrigação de pagar os seus financiamentos com juros, exceto se é uma Friboi da vida, para a qual até dinheiro dos Fundos de Pensão é atraído para investimento!..

ARTIGO – “FAMÍLIA, É PRATO QUE EMOCIONA...”

Foram-se as festas de final de ano, deixando um rastro de nostalgia e ainda um pouco do calor dos abraços cheios de afetos, alegrias e emoções. Uns verdadeiros, outros nem tanto... Mas o Natal tem a bela particularidade de ser uma festa que consegue juntar a família, enquanto o Ano Novo traz o entusiasmo dos votos de sucesso, saúde e prosperidade, o que enche a vida das pessoas de novas esperanças,

Neste Natal, quando participava eu de um agradável encontro entre famílias amigas, os convidados agrupados em volta da mesa preparada para a ceia, de repente foram todos surpreendidos com as sábias palavras da dona da casa, que pediu permissão para uma mensagem natalina cujo foco era a família. As suas palavras traziam energia e emoção aos presentes, embora sendo uma pedagoga de reconhecidos dotes, mas exatamente pela sensibilidade como tratou esse importante tema: A FAMÍLIA. Permita-me o leitor, com a devida vênia da autora, reproduzir algumas partes da sua mensagem:..

ARTIGO – TROCAR SEIS POR... MEIA DÚZIA

Nunca ditados populares foram tão autênticos e verdadeiros como esses: “Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”, ou aquele que diz “é o mesmo que trocar seis por meia dúzia” ou ainda esse que afirma de maneira bem contundente “antes só do que mal acompanhado”. Com um mínimo de esforço, tenho certeza que o leitor já associou cada ditado ao quadro político que se apresenta ao país no momento. Querem tanto a saída da Presidente por algumas justas razões – a mentira lavada e deslavada ao eleitorado já não seria suficiente? -, e outras tantas por motivações políticas, o que através do “impeachment” não seria golpe por ser um instrumento constitucional e legal. Mas, nesse caso, é preciso pensar na frase do poeta português Bocage, que virou ditado popular: a emenda pode sair pior do que o soneto”... e pelo imbróglio que aí está, sairia mesmo....

Imagino que na história do Brasil nunca estivemos como agora, diante de impasse tão tenebroso na ocupação do cargo de comando maior da nação, ante a perspectiva pretendida de eventual vacância do cargo. O substituto constitucional, pela ordem lógica, seria o Vice-Presidente da República. Mas, não se pode invocar legitimidade de um substituto que foi eleito em chapa única e vinculado aos votos da Presidente, da qual se tornou parceiro e beneficiário das mesmas estratégias, vantagens, erros, acertos ou mentiras eleitoreiras, inclusive aquelas “pedaladas” ilegais ainda em fase de julgamento, pelas quais deveria ser também responsabilizado...

ARTIGO – O “RIO OPARÁ” PEDE SOCORRO!

Imagens do Rio – antes e depois

O triste contraste visual que emana das fotos acima, inspira o sentimento de emoção e dor. Na primeira vemos os raios solares refletindo sobre as águas todo o seu esplendor, enchendo de luz o leito soberbo e imenso daquele rio que teima em não chegar até a foz, porque entende que ao longo de sua trajetória há uma fauna e uma flora que dele se alimentam, uma economia produtiva e redentora que oferece milhares de empregos e nas suas margens há uma população ribeirinha que contempla a sua rara beleza e grita emocionada:  “não vá, eu preciso de você!”...

ARTIGO – “VOLUME MORTO” OU GOVERNO MORTO?

Depois de um agradável giro de uma semana por Belém do Pará, não somente me deliciando com a contemplação de um impressionante volume de água doce – coisa que está ficando rara por nossas bandas -, bem como extasiado com a visão incomensurável de tanto verde, mesclado com a chuva e o calor acima de 33 graus, faço uma rápida transição para o frio intenso da bela “Cidade das Flores”, a tradicional Maracás-BA, próxima a Jequié, com temperatura variando entre 13 e 20 graus. Assim, em curto espaço de tempo convivi com os ritmos do Carimbó paraense e o forró do S. João nordestino.

Naturalmente que, nesse tempo festivo, seria natural um ligeiro afastamento dos noticiários que agitam a vida nacional. Contudo, ao chegar tomei conhecimento de que o tema “VOLUME MORTO” passou a ter nova valorização e ênfase em todos os jornais. Como a expectativa era de mais chuvas em São Paulo e assim o abastecimento e o consumo de água estariam voltando à normalidade nesse grande Estado da Federação, procurei entender melhor o que estava acontecendo. As imagens que nos apresentam dos reservatórios nessa condição, revelam a tristeza de uma barragem que esgotou o seu manancial de água de boa qualidade, que atendam às necessidades básicas de consumo da população. O pouco de água que resta no fundo do seu leito passa a ser uma reserva técnica poluída e imprópria para o uso senão com um alto processo de purificação e tratamento...

ARTIGO – DELAÇÃO OU TRAIÇÃO PREMIADA?

A cultura popular, na sua simplicidade e sapiência próprias, sempre entendeu que a integridade é um fator importante nas relações entre as pessoas. Assim é que a fidelidade a princípios de formação moral, historicamente tem sido pontuada como fundamento básico do convívio humano, jamais se admitindo o descumprimento dos acordos em respeito a uma regra ética. Ora, se essas condições são pressupostos primordiais que valorizam o perfeito relacionamento dentro de uma sociedade, que cobra e exige o respeito à palavra empenhada, como nos bons tempos do “fio do bigode”, tema já abordado em outra crônica anterior, fica difícil entender como a legislação daqui e de outros países criou a “delação premiada” em benefício de mentes criminosas.

A inclusão dessa norma no Direito Penal brasileiro ocorreu a partir da Lei 8.072/90 (Lei dos crimes hediondos), recentemente reforçada pela Lei 12.850/2013 e aperfeiçoada ao longo desse tempo por diversos outros normativos, foi instituída para facilitar a tarefa investigatória das autoridades judiciais, mas tem avaliações positivas e negativas quanto à sua eficácia. Trata-se de procedimento já vigente em países como Itália, Estados Unidos da América, Alemanha, dentre outros, e assim o Brasil apenas copiou o modelo.  No ímpeto do Estado em ser mais ágil na descoberta das ações de uma determinada organização criminosa, no que efetivamente obtém informações que abrem caminhos para o desconhecido, embora se constitua numa temeridade pela “parceria” entre a honestidade e o lado bandido da desonestidade...

ARTIGO – MILAGRE... NASCEU UM NOVO PACOTE!

Se para os analistas e cientistas políticos está difícil digerir a grande variedade de acontecimentos do nosso mundo político-administrativo recente, imaginem os leitores, para o cidadão comum, cujas preocupações estão voltadas para a luta diária pela sobrevivência e a defesa incansável do seu grande patrimônio, a família!

Há particularidades na vida nacional que merecem considerações. Vivemos num país cujo sistema político é Presidencialista, conforme instituído na Constituição Federal. Mas, na prática, convivemos num Presidencialismo capenga com acentuada presença Parlamentarista nas decisões de governo, visto que a maior autoridade da República é submissa a pressões de toda ordem, principalmente dos interesses corporativos de grupamentos de políticos chamados de Partidos (uns altivos, outros nanicos); ou, então, fraqueja diante das imposições dos presidentes da Câmara e do Senado Federal, os quais demonstram interesses mais individualistas do que coletivos...

ARTIGO – SERÁ MESMO UM “NEGÓCIO DA CHINA”?

Há três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se ensina, e não perguntar o que se ignora. (Autor: São Beda, monge inglês, século VIII).

Um amigo assistia comigo ao noticiário da televisão, no qual desfilava um rosário de tristes notícias sobre os fatos que vieram ao conhecimento público somente após as eleições presidenciais de 2014, e que mais parecia a eclosão de uma repentina erupção vulcânica no Brasil. Cada bloco daquele jornal ou em outro canal alternativo, nada mudava, nada era diferente. Era “Operação Lava Jato; prisão do empresário  Benedito Rodrigues, o Bené, em Minas Gerais, por operações suspeitas com o PT desde 2005, envolvendo apenas 525 milhões de reais, inclusive na eleição ao governo de Fernando Pimentel (PT-MG); aprovação de ajuste fiscal; cortes de verbas para a saúde, educação e obras públicas; queda do PIB nacional; nomeações para cargos no segundo e terceiro escalões para influenciar votação no Congresso; e tantos outros rombos na economia” - que atingiram diretamente o bolso do contribuinte -, todos foram religiosamente mantidos ocultos até a apuração final dos votos... Após o dia 3 de outubro outro Brasil ressurgia das cinzas da enganação...

ARTIGO 160 – REPÚBLICA: O CONFLITO ENTRE OS PODERES

O delicado momento da vida brasileira, caracterizado por dificuldades econômicas que surpreenderam pelo irracional e desastroso processo de ocultamento da sua realidade, cuja maquiagem teve como objetivo as conveniências eleitorais, de repente atingiu com violência a vida da população brasileira com efeitos semelhantes ao impacto de um meteoro que se projeta sobre a terra. O aparente mar de tranquilidade que era oferecido ao consumo público, tinha a proteção de um aparato de mentiras oficiais, fatos que encontraram paralelo no diálogo registrado entre a ex-presidente da Petrobrás Graça Fortes e o ex-Ministro da Fazenda Guido Mantega, que presidia o Conselho de Administração da Petrobrás, sobre perdas patrimoniais da estatal da ordem de 88,6 bilhões de reais, em que o ministro desejava ocultar a verdade e ela o contestava, dizendo: "Se não divulgarmos os dados, estaremos mentindo”. Como  transmitir a verdade era uma atitude que contrariava as estratégias oficiais, a Graça Fortes irritou a Presidência da República, que, finalmente, determinou a sua substituição do cargo, como era a expectativa geral.

Esse episódio amplamente comentado na imprensa nacional deve ter sido apenas mais um dentre tantos largamente praticados nos bastidores oficiais, cuja índole era camuflar a verdade dos números e assim, com uma vara de condão, produzir na sociedade brasileira um mundo de sonhos e ilusões. Enquanto potências mundiais viviam em crise econômica, “surpreendentemente” o Brasil parecia ter descoberto a fórmula mágica que o deixava imune aos efeitos externos e assim a nossa economia estava protegida por uma aparente couraça de soluções que a tornava apta a superar todas as tragédias e viver num mar de rosas vermelhas. Maravilha...? Ledo engano! Vencida a etapa eleitoral de 2014, logo o castelo ruiu e mesmo antes da posse da presidente para o seu segundo mandato, as verdades vieram à tona e a nação passou a conviver com uma triste realidade para os próximos anos, com prenúncios até mesmo de uma indesejável recessão econômica...

ARTIGO – A “PÁTRIA EDUCADORA” SERIA UM SONHO?

É inegável que vivemos novos tempos. Não só pelas novidades que nos são apresentadas por um veloz desenvolvimento tecnológico mundial, configurado numa moderna indústria e nas amplas opções da informática em todos os segmentos onde marca presença, bem como nas alternativas de celulares com impensáveis recursos técnicos, e que hoje fazem parte da vida das pessoas. Mas toda essa envolvente modernidade é fruto de estudos, pesquisas, muito trabalho e um constante processo de aperfeiçoamento.

De outra parte o amadurecimento de uma sociedade, de uma nação, de um povo, acontece e se consolida ao longo de muitas gerações e séculos de história, através de um processo educativo que se encarrega de construir o perfil cultural das pessoas e que tem a sua característica sucessória de pai para filho. Dentro desse pressuposto, o crescimento deveria ser uma regra irreversível, não se admitindo que os avanços culturais, éticos e morais conquistados em algum momento da história desse povo, de repente faça uma trajetória marcada pelo retrocesso da evolução conquistada. Por um momento passamos a conviver com a triste sensação de que os valores estão sofrendo uma reformulação histórica neste país: a verdade cedeu lugar à mentira; onde se escreve sim, leia-se não; toda negociação só é verdadeira se estiver presente a fraude, o delito, o suborno; e tantas outras variáveis que caracterizam o engodo e a má-fé...

ARTIGO – OS BONS TEMPOS DO FIO DO BIGODE II

“Ainda bem que a memória não permite que histórias tão pitorescas e que realçam as características de firmeza, caráter, dignidade e honradez de um povo, sejam levadas como pó pelos ventos do esquecimento e depositadas sob a penumbra inexorável do passado ou simplesmente deletadas, como se diria na linguagem moderna dos nossos dias. (Artigo 78 - OS BONS TEMPOS DO FIO DO BIGODE I, do autor - Blog Geraldo José, Edição de 27/10/2013).

Os tempos nebulosos que vivemos nos dias de hoje trazem preocupações de toda ordem à sociedade, seja no campo político, econômico ou social, seja na batalha diária de cada cidadão pela preservação da família e na dedicação incansável para dar aos filhos uma formação inspirada em sólidos princípios éticos e morais...